Banco nacional de vacinas contra febre aftosa é criado

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Banco nacional de vacinas contra febre aftosa reforça sanidade animal

O banco nacional de vacinas contra febre aftosa passa a integrar oficialmente a estratégia sanitária brasileira, consolidando um dos principais pilares para a manutenção do status de país livre da doença sem vacinação. A iniciativa foi formalizada com a assinatura de contrato entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), estabelecendo um estoque estratégico de antígenos e vacinas para resposta rápida a eventuais surtos localizados.

O acordo prevê a criação de um repositório com capacidade inicial de 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus da febre aftosa historicamente mais relevantes no Brasil. Além disso, o contrato, com vigência de dez anos, assegura o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses prontas de vacina em caso de emergência sanitária.

Estrutura tecnológica garante resposta rápida a surtos

O Tecpar firmou, em março de 2025, um acordo de cooperação tecnológica com a empresa Biogénesis Bagó, responsável pela transferência e internalização de tecnologia para a operacionalização do banco nacional de vacinas contra febre aftosa. A companhia passa a atuar como braço tecnológico do instituto paranaense, incluindo produção, controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

O modelo adotado segue padrões internacionais já utilizados em países que possuem o status de livre de febre aftosa sem vacinação, permitindo resposta imediata diante de focos isolados, sem necessidade de retomada de campanhas de vacinação em larga escala.

Exigência internacional para manutenção do status sanitário

Atualmente, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. A existência de um banco nacional de vacinas contra febre aftosa é uma das exigências técnicas para a manutenção desse reconhecimento, considerado estratégico para o acesso a mercados internacionais de alto valor agregado.

Segundo o Ministério da Agricultura, a criação do banco fortalece a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e reduz riscos econômicos associados a eventuais restrições comerciais em caso de emergências sanitárias.

Impacto direto na competitividade da pecuária brasileira

Durante a cerimônia de assinatura do contrato, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que o banco nacional de vacinas contra febre aftosa representa um avanço histórico para a pecuária brasileira. A medida integra um conjunto de ações voltadas à proteção do rebanho nacional, à segurança dos alimentos e à consolidação do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal.

O investimento ocorre em um momento em que o país amplia sua presença no mercado global de carne bovina, exigindo padrões sanitários cada vez mais rigorosos para atender às demandas de importadores.

Experiência internacional e segurança biotecnológica

A Biogénesis Bagó possui experiência consolidada na gestão de bancos de antígenos em países como Argentina, Estados Unidos, Canadá, Taiwan e Coreia do Sul. A atuação da empresa em diferentes regiões garante a aplicação de protocolos internacionais de biossegurança, rastreabilidade e qualidade.

Segundo representantes da companhia, o banco nacional de vacinas contra febre aftosa no Brasil amplia a capacidade regional de resposta sanitária e reforça a integração das Américas na prevenção de doenças de impacto econômico e sanitário.

Planejamento estratégico de longo prazo

Além do estoque de antígenos, o projeto prevê investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e avaliação de cenários epidemiológicos, considerando as diferentes necessidades de resposta conforme o tipo de emergência sanitária. O planejamento de longo prazo fortalece a resiliência do sistema produtivo e reduz a vulnerabilidade do setor pecuário a crises sanitárias.

A criação do banco nacional de vacinas contra febre aftosa se soma a outras políticas públicas voltadas à defesa agropecuária, vigilância epidemiológica e preservação do patrimônio sanitário nacional.

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