Habilitação inclui 31 unidades de genética de aves e 5 de material genético bovino; autorizações existentes foram renovadas até dezembro de 2028
O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) anunciou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Desse total, 31 estabelecimentos atuam no segmento de genética avícola, enquanto cinco são voltados à genética bovina. A medida também incluiu a renovação das autorizações de todas as unidades já habilitadas, com validade estendida até dezembro de 2028.
A ampliação das habilitações representa um avanço significativo para o setor avícola brasileiro, que passa a contar com o dobro de estabelecimentos autorizados a acessar o mercado peruano. Já na área de genética bovina, a inclusão de cinco novas unidades corresponde a um crescimento de 83% no número de empresas aptas a exportar, atendendo tanto a pecuária de corte quanto a de leite.
A prorrogação do prazo das licenças tem como objetivo garantir maior previsibilidade e segurança às operações comerciais entre Brasil e Peru, fortalecendo o fluxo de negócios e o planejamento de longo prazo das empresas do setor.
De acordo com as autoridades sanitárias peruanas, a decisão foi baseada em critérios técnicos rigorosos e reforça o reconhecimento internacional dos padrões sanitários e das práticas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
O Peru figura entre os principais destinos dos produtos agropecuários brasileiros. Apenas no último ano, o país importou mais de US$ 729 milhões do Brasil, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações, evidenciando a relevância do mercado peruano para o agronegócio nacional.
