Câmara aprova regras para denominação de produtos lácteos

leite de búfala

Setor comemora a aprovação do PL 10.556/2018 — um projeto idealizado e solicitado pela própria ABRALEITE, que proíbe a utilização da palavra “leite” e demais termos que designam derivados lácteos em produtos de origem vegetal

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de denominações de produtos de origem animal em produtos de origem vegetal. O texto foi aprovado em Plenário na madrugada desta terça-feira (3) e será enviado ao Senado.

Haverá exceção para produtos com nome comum ou usual consagrado por seu uso corrente, tradicional, já incorporado aos hábitos alimentares e que não induza o consumidor a erro ou engano quanto à sua natureza, origem ou finalidade.

De autoria da ex-deputada e senadora Tereza Cristina (PP-MS), o Projeto de Lei 10556/18 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Rafael Simoes (União-MG).

Informação clara
Os estabelecimentos do ramo de alimentação e os fabricantes de alimentos que comercializem produtos lácteos, similares aos lácteos, de carne ou similares à carne deverão exibir informação clara, ostensiva e em língua portuguesa sobre a natureza desses produtos.

Será vedada a apresentação de vocábulos, sinais, denominações, símbolos, emblemas, ilustrações ou outras representações gráficas que possam tornar a informação enganosa, ou que, mesmo por omissão, induzam o consumidor a erro a respeito da natureza, das características, da identidade, da qualidade, da quantidade, da composição, da elaboração, das propriedades, da origem e de outros dados sobre o produto.

Dentre países europeus e países de língua inglesa, por exemplo, as restrições são maiores na Alemanha, onde um termo não pode ser associado a outra matéria-prima. No entanto, na França, na Itália e na Espanha são admitidos termos como “queijo vegano” ou “queijo vegetal”.

Esse trabalho começou em setembro de 2017, quando a ABRALEITE protocolou junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) o pedido para que a proposta da entidade fosse transformada em projeto de lei. O objetivo sempre foi claro: impedir que produtos de origem vegetal utilizem indevidamente terminologias próprias do leite e seus derivados, evitando confusão ao consumidor e protegendo a identidade do setor.
Em 2018, a então deputada e atual senadora Tereza Cristina acolheu o pedido da ABRALEITE e protocolou o projeto na Câmara dos Deputados. Após anos de diálogo, debates e articulações, o texto foi aprovado em Plenário com substitutivo do relator, deputado Rafael Simões.
A ABRALEITE agradece à então deputada presidende da FPA Tereza Cristina, ao presidente atual da FPA, Pedro Lupion, à presidente da FPPL, Ana Paula, aos relatores Heitor Schuch e Rafael Simões, e a todos os parlamentares que apoiaram e votaram favoravelmente à proposta.
Essa é uma vitória da verdade na informação, do respeito ao consumidor e, principalmente, dos produtores de leite do Brasil. A ABRALEITE mostrou que união e persistência transformam demandas do campo em conquistas nacionais e e continuará trabalhando pelo setor unido e fortalecido.

Fontes: Agência Câmara de Notícias e Abraleite

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