Compost barn: Um sistema que veio para ficar

Esse confinamento ganha força e cada vez mais adeptos no Brasil, consolidando-se como mais uma opção para se produzir leite. No entanto, suas vantagens só aparecem se for bem projetado

Por Romualdo Venâncio

Desde que chegou ao Brasil, em 2011, o sis¬tema de confinamento de gado leiteiro compost barn tem ocupado cada vez mais espaço nos debates sobre soluções tecnológicas para o setor. Hoje, são diversos os produtores que decidiram apostar e estão comprovando os benefícios de tal escolha, já popular nos Estados Unidos e em Israel. Por aqui, o médico veterinário e proprietário da consultoria Alcance Rural, Adriano Seddon, estima que existam cerca de 300 unidades instaladas, seja de forma integral, seja parcial.

“Onde mais tem crescido é em Goiás, seguido do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, comenta. Os principais diferenciais do compost barn estão no custo por vaca, no conforto dos animais – que gera avanços em produção, reprodução e sanidade – e nos ganhos ambientais. Está nesse tripé o principal apoio na decisão dos produtores que, em sua maioria, segundo Seddon, chegaram a um impasse: oferecem conforto para o rebanho ou, então, deixam a atividade.

Isso costuma ocorrer principalmente em fazendas que passam por duas situações distintas durante o ano: “Parece até que são duas propriedades, uma que vai bem no inverno e se ganha dinheiro, e outra que tem problemas no verão e tudo dá errado. Diante desse desequilíbrio, que causa instabilidade na gestão, começaram a procurar o compost barn”, explica o veterinário, um dos responsáveis pela entrada e disseminação do sistema no Brasil.

Grosso modo, esse confinamento consiste em uma área comum dentro de um galpão no qual o piso de cimento dá lugar a uma cama de maravalha ou serragem, com altura geralmente acima de 30 cm. Devido ao conforto oferecido, os animais ficam mais tranquilos e deixam de ter problemas de casco por atrito, por exemplo. Há ainda grande impacto na saúde do rebanho, sobretudo, do aparelho mamário.

Na prática, os dejetos das vacas se misturam ao material da cama, passam por um processo natural de compostagem e podem até servir como fertilizante para lavouras da própria fazenda, ou até para comercialização. Mas isso tudo só acontece se houver informação, planejamento e compromisso. Até mesmo quem já tem experiência com esse tipo de manejo reconhece a importância de continuar a aprender, avaliar e aprimorar.

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 625, de novembro 2016

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