Faemg critica liberação para para reconstituir leite em pó

A Instrução Normativa 26 do Mapa-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que autoriza as indústrias de laticínios da área da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) a reconstituir leite em pó para a produção de leite longa vida (UHT) e leite pasteurizado, joga um “balde de água fria” nos produtores de leite de todo o país e deverá trazer impactos negativos para a cadeia produtiva.

A avaliação é do presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA-Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Rodrigo Alvim. Ele lembra que, com o cenário atual mais favorável à importação, o leite em pó a ser utilizado na produção do leite fluído deverá vir de outros países, comprometendo a competitividade da produção nacional e impedindo a recuperação dos preços aos produtores brasileiros, que vêm de longo período de baixa rentabilidade, pelos altos custos de produção, sobretudo do milho e soja.

Para tratar do tema, o presidente do Sistema Faemg-Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais, Roberto Simões, participou no último dia 28 de julho, em Brasília, de reunião da diretoria da CNA com o presidente da República em exercício, Michel Temer. Na ocasião, foi entregue um ofício, em que pede suspensão da referida IN. “Essa medida trará impactos muito negativos ao setor produtivo nacional, que se recupera de forte crise causada por dois anos de seca e enfrenta ainda custos altos de produção. Isso resultará numa forte estagnação e retrocesso em uma importante cadeia produtiva, desenvolvida em sua maioria por pequenos produtores”, criticou.

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