Mercado de sêmen cresce no semestre

Pecuária leiteira apresenta crescimento de 24,8% e indica recuperação. Em termos gerais, o mercado expandiu 7,6%

 A Asbia-Associação Brasileira de Inseminação Artificial acaba de divulgar o Relatório ASBIA Index 2017, que mostra o desempenho do setor no primeiro semestre deste ano. Em termos gerais, o mercado de sêmen registrou crescimento de 7,6%. “Com os dados, estimamos que de 12 a 15% das matrizes brasileiras sejam inseminadas. É um número que infelizmente está parado nos últimos anos, barrando a evolução do rebanho nacional”, lamentou Márcio Nery, diretor da ABS, que também integra a diretoria da Asbia.

O grande destaque do levantamento ficou com a pecuária de leite, com um salto de 24,8% em relação ao mesmo período de 2016. E, acompanhando este número, um crescimento de 28% nas vendas de botijões até 20 litros. Para Nery, sem dúvida, a recuperação do preço de leite e a estabilidade dos custos de produção em patamares menores interferiram nos resultados.

“Demonstra claramente uma recuperação, mas este crescimento ainda não é suficiente. Estamos nos mesmos níveis de utilização da tecnologia de 2013/2014. Estamos longe de retomar o patamar ideal”, comentou o diretor.  Os principais estados compradores de sêmen leiteiro foram Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Também como era previsto pelo mercado, a pecuária de corte, mesmo impactada pela série de acontecimentos como Operação Carne Fraca, Funrural, crise política envolvendo a JBS, e consequentes quedas no preço da arroba,  sofreu pequena queda de -3,4%. Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul respondem por mais de 33% deste mercado.

Outros números – O Relatório Index ASBIA 2017 também traz outros números importantes. O comércio exterior também se superou. As exportações cresceram 60,4%, somando mais de 162 mil doses (contra pouco mais de 101 mil do 1º semestre de 2016). Destaque para o avanço na área de corte, onde os principais destinos da genética brasileira foram Bolívia e Paraguai. Já Colômbia e Equador se destacaram como importadores de sêmen das raças leiteiras.

“Este crescimento demonstra que o mercado brasileiro está cada vez mais importante, principalmente, para os países. Estamos evoluindo em termos de segurança das centrais e de protocolos sanitários”, avalia o diretor da ABS.

Também chama atenção no ASBIA INDEX o crescimento da prestação de serviço pelas Centrais de Inseminação (coleta de reprodutores particulares), que aumentou 57,9% neste primeiro semestre.

Posts Relacionados

ExpoZebu 2026 terá eleições, registro histórico e premiações nas raças zebuínas

A 91ª edição da ExpoZebu contará com uma programação especial das associações promocionais das raças zebuínas, reunindo eleições de diretorias, premiações de rankings, degustações e eventos técnicos ao longo da...

Produtor rural paulista poderá recuperar ICMS pago em insumos e diesel até 2032

Os produtores rurais do Estado de São Paulo podem recuperar valores pagos de ICMS sobre diversos insumos utilizados na atividade agrícola mesmo diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária. O...

Boehringer Ingelheim cresce pelo quarto ano consecutivo em sua divisão de Saúde Animal

A unidade de negócios de Saúde Animal da Boehringer Ingelheim, farmacêutica multinacional alemã, anuncia o balanço financeiro de sua operação brasileira no ano de 2025...