Produtores devem iniciar o controle de plantas daninhas nas áreas de pastagem durante o período chuvoso

 Manejo com herbicidas deve acontecer quando a região já acumula entre 100 e 150 mm de precipitação bem distribuída, preservando o pasto de invasoras lenhosas e semilenhosas de difícil controle

Na pecuária do Norte e Centro-Oeste do Brasil, o início do período chuvoso representa uma fase crítica para as áreas de pastagens. Após meses de estiagem, o retorno das chuvas cria condições favoráveis ao aparecimento de plantas daninhas, que impactam a produtividade e rentabilidade do pecuarista, já que neste período ocorre também a rebrota das forrageiras, que são a fonte de alimentação do rebanho. Esse processo ocorre, em geral, a partir de meados de outubro, quando a região já acumula entre 100 e 150 mm de precipitação bem distribuída. Nesse contexto, o momento adequado para a aplicação de insumos, especialmente herbicidas, torna-se determinante para a produtividade da forragem ao longo de toda a estação chuvosa.

 

“O melhor momento de aplicação de herbicidas não é antes das chuvas, mas logo após o seu início, quando a área já recebeu de 100 a 150 mm, pois é quando as plantas estão em intensa atividade metabólica e umidade do solo favorece a germinação de sementes em dormência. Com isso, o controle da invasora é mais eficiente, a competição por nutrientes, luz, água e espaço com as gramíneas forrageiras ao longo do período chuvoso”, explica Luan Borges, agrônomo da Linha Pastagem, da Corteva Agriscience.

 

Borges também pontua que essa estratégia garante ao produtor a possibilidade de aproveitar plenamente o potencial produtivo do pasto durante todo o ciclo das chuvas. “Além disso, ao concentrar os investimentos no início do período chuvoso, o pecuarista maximiza o retorno econômico, já que elimina a matocompetição e potencializa a recuperação das áreas que sofreram estresse hídrico na seca” diz.

 

Outro ponto importante para a qualidade do pasto, é a adoção de algumas práticas, como respeitar a capacidade de suporte de carga animal correta e evitar o superpastejo. “O excesso de animais por área favorece a exposição do solo à penetração de luz solar, criando condições ideais para a germinação de novas plantas daninhas a partir do banco de sementes presente no solo. Portanto, o equilíbrio entre controle químico com herbicidas e outras estratégias, são fatores decisivos para manter a sustentabilidade da atividade pecuária, garantindo produtividade e competitividade frente à crescente pressão da agricultura na região”, pontua Borges.

 

Tecnologias apoiam o pecuarista no controle das invasoras

 

No desafio do controle das plantas daninhas de difícil controle, o pecuarista deve investir em tecnologias. No manejo das invasoras, a ferramenta essencial é o herbicida. Para isso, a Linha Pastagem da Corteva conta com uma recente inovação: a nova molécula Aminociclopiracloro (ACP), que desencadeia respostas hormonais nas plantas infestantes de folhas largas. A inovação foi desenvolvida para auxiliar o pecuarista a lidar com esses desafios, eliminando a matocompetição (competição por água, luz, nutrientes e espaço) e aumentando a produtividade e qualidade do pasto. É o caso da nova geração de soluções da Corteva, composta pelos herbicidas Navius® e Juvix®.

 

Navius® possui uma formulação pioneira, granulada e homogênea, de fácil diluição e sem odor. O produto combina dois ingredientes ativos, Aminociclopiracloro Metsulfurom-metílico, que atuam de forma sistêmica, sendo absorvidos rapidamente através de folhas. O herbicida Navius® é utilizado para controle em pós-emergência de plantas infestantes de folhas largas, de porte herbáceo, semi-arbustivo e arbustivo em pastagens já implantadas.

 

Para o controle de plantas daninhas de folhas largas de difícil controle, a Linha Pastagem oferece a solução Juvix®. Este produto possui formulação líquida (SL) e é indicado para aplicação no toco da planta roçada, em cortes de até 10 centímetros do solo. Juvix®, que tem o Aminociclopiracloro como ingrediente ativo, proporciona maior facilidade e conveniência na aplicação localizada, possibilitando o uso de foice ou roçadeira. Em testes, a solução apresentou um ganho de até 40% de performance em plantas específicas na comparação com o tratamento padrão, além de otimizar o tempo e a força de trabalho, com ganho de rendimento da operação três vezes maior no comparativo com o padrão de mercado.

 

Investir em pastagens com manejo adequado e tecnologia, como as novas soluções da Corteva da Linha Pastagem, garante eficiência agronômica e sustentabilidade econômica da atividade, reforça o agrônomo Luan Borges. “Boas práticas permitem ao produtor da região Norte transformar pastagens degradadas em ativos de alta produtividade”, finaliza.

 

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