Proibida a reconstituição de leite em pó importado

Mapa proíbe leite em pó importado para reconstituição. Apenas o produto nacional pode ser usado para a produção de leite pasteurizado e UHT pelos laticínios da região semi-árida


No último dia 21 de outubro, o Diário Oficial da União publicou a Instrução Normativa nº 40, que proíbe a reconstitui¬ção do leite em pó importado pelas indústrias localizadas na área de abrangência da Sudene-Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, afetada pela seca (região semi-árida, que inclui estados do Nordeste e o norte de Minas e do Espírito Santo).

Segundo o texto, apenas o leite em pó nacional pode ser usado para produzir leite UHT e pasteurizado. A decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que atende a uma reivindicação de organizações do setor, altera o artigo 1º da medida, que foi publicada em julho deste ano com a finalidade de conter a queda dos preços ao produtor nacional. Ela não especificava a origem do leite em pó, permitindo assim tanto o produto nacional quanto o de outros países.

A proibição do produto importado para reconstituição ganhou força com o envolvimento de algumas lideranças do segmento de produção e de parlamentares que se reuniram dias antes da decisão com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. “A medida mostra a preocupação do ministro Blairo Maggi com o produtor rural e com o setor produtivo, para garantir a sua permanência na atividade”, ressaltou Geller.

A produção brasileira de leite é de cerca de 35 bilhões de litros e vinha crescendo 4% ao ano na última década. Na região Sul o crescimento foi de 7% ao ano. Nos dois últimos anos, no entanto, houve queda na produção, principalmente na região Nordeste. Segundo a Secretaria de Política Agrícola, no primeiro semestre deste ano a redução foi de 6% no País. No Nordeste, a queda foi maior, 12%, o que levou o governo a autorizar a reconstituição de leite e a sua venda na área da Sudene.

A ação buscou sensibilizar também integrantes dos ministérios da Agricultura e de Relações Exteriores, com o argumento de que se tratava de uma das alternativas mais eficazes para conter a crise de renda que vem atingindo o setor lácteo nacional. Coube ao secretário-executivo do Sindilat – Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, entregar ofício, no último dia 14, ao chefe de gabinete da senadora Ana Amélia Lemos.

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 625, de novembro 2016

Posts Relacionados

Preços sobem em julho, mas cenário indica recuo nos próximos meses, aponta Cepea

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o preço médio do leite cru captado por laticínios voltou a subir em julho. Na “Média...

Instituto de Zootecnia estuda gene da lactoferrina em búfalas leiteiras

Projeto de pesquisa do Instituto de Zootecnia (IZ–APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, recentemente aprovado pela Fapesp, se propõe a investigar marcadores moleculares no gene...

MSD Saúde Animal leva vacina inédita para doenças reprodutivas e soluções de identificação à Expointer 2026

Companhia reforça a pecuária de precisão e a eficiência sanitária na feira de Esteio (RS), incluindo uma agenda de ações culturais para o público...