Rio Grande do Sul assume coordenação da Aliança Láctea

Da redação

O Rio Grande do Sul assumiu, na manhã da última quarta-feira (22/11), a coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira. O grupo, que é formado por lideranças do segmento do RS, SC e PR, terá Rodrigo Rizzo, da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), à frente do biênio 2024/2025. Entre os projetos a serem fomentados, está a definição de estratégias que efetivem a implementação do Plano de Desenvolvimento da Competitividade Global do Leite Sul-Brasileiro, apresentado na reunião pelos três estados. Rizzo assume, conjuntamente, a cadeira da Aliança Láctea na Câmara Setorial do Leite, tendo como suplente um representante do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat).
Representando SC e coordenando os trabalhos até então, Airton Spies passou o cargo ao colega gaúcho, reforçando dados que indicam a força da Região Sul no setor lácteo. “Hoje, quatro de cada dez litros de leite produzidos no Brasil vêm da região Sul. Da produção industrializada, 34% está nos três estados, onde o índice de formalização do leite chega a 92%”, salientou. O resultado, avaliou ele, é bastante positivo, principalmente em comparação a outras regiões como o Nordeste, onde apenas 50% do leite captado é destinado às indústrias para processamento. Assumindo o cargo, Rizzo frisou que trabalhará para avançar e dar sequência ao trabalho já realizado.
Representando as indústrias gaúchas, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, salientou a importância da união da produção do Sul no enfrentamento de dilemas que vêm dificultando o crescimento do setor, como a inundação de produto importado no mercado nacional. “Parcerias e projetos são essenciais para o enfrentamento de questões importantes como políticas de apoio ao setor que escutem e contem com a participação das entidades privadas”. Palharini ainda alertou que os projetos nacionais precisam avaliar as diferentes realidades da produção nacional. “Hoje, a régua que mede a produção do sul não é a que mede o norte”. Preocupação que também foi elencada pelo presidente da Câmara Setorial do Leite, Ronei Volpi. “Não conseguimos atingir o ponto para solucionar a questão das importações”.

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